Expectativas dos pais: como apoiar seu filho sem cobrança

Aprenda a lidar com expectativas dos pais e apoiar seu filho respeitando seu ritmo e talentos.

Olá, queridas leitoras! Como vão? Espero que muito bem!

Nessas últimas semanas, mais uma vez, tentei educar meu lado exigente. Vocês já se sentiram frustradas porque seus filhos parecem não dar a mesma importância que vocês às mesmas coisas? Pois eu me senti assim.

E foi justamente por sentir isso em relação a uma das pessoas que mais amo neste mundo — meu filho — que precisei parar, me recolher e refletir sobre a melhor forma de lidar com as dificuldades dele e com as minhas próprias.

Sempre bato na mesma tecla sobre não criarmos expectativas dos pais como se nossos filhos fossem uma continuação nossa. Como se eles fossem obrigados a gostar das mesmas coisas que nós ou seguir nossas ideias sem pestanejar. Não! Eles têm suas próprias ideias, sonhos e ritmos.

E é por isso que, como mãe, mais uma vez precisei manter a calma e colocar o bem-estar do meu filho em primeiro lugar. Mas confesso: não é fácil.

Expectativas dos pais: quando pressionamos sem perceber

Muitas vezes, como mães, nos cobramos para que nossos filhos alcancem certas metas ou desenvolvam habilidades rapidamente. No meu caso, o futebol foi apenas um exemplo. O problema não era o esporte em si, mas minhas expectativas em relação ao desempenho dele.

A lição é clara: expectativas dos pais podem gerar ansiedade desnecessária, tanto para nós quanto para nossos filhos. Reconhecer isso é o primeiro passo para uma maternidade mais leve e acolhedora.

Compreendendo a dificuldade do meu filho

Meu filho participa de uma escolinha de futebol e, nos últimos tempos, percebi que ele tem dificuldade em acompanhar o desenvolvimento dos outros meninos. O que fiz? Estimulei, comprei bola, ofereci apoio… mas as coisas não mudaram muito.

A preocupação começou a surgir, e a autocobrança também. Comecei a me questionar se estava sendo uma boa mãe.

Então, certo dia, sentei com meu filho para conversar e entender o que estava incomodando. Como uma verdadeira investigadora, tentei compreender o que o impedia de melhorar como jogador.

E foi durante algumas horas de reflexão que finalmente entendi: ele é apenas uma criança! Ele sabe que tem uma dificuldade e já está tentando lidar com ela. Do jeito dele.

Aceitando as diferenças e talentos individuais

Minhas exigências não iriam ajudar muito, pois o modo dele lidar com as coisas não é igual ao das irmãs. E o essencial: ter dificuldade em algo não significa que haja um trauma por trás.

Como mãe, tento estar sempre atenta a sinais de que meus filhos estão sofrendo. Porém, naquela noite percebi que o problema era bem mais simples do que eu imaginava. Eu estava complicando as coisas — para mim e para meu filho.

Não há traumas nem grandes preocupações que exijam decisões drásticas. A única coisa que precisei entender e aceitar foi que meu filho estava bem, e que sua dificuldade no esporte é apenas um sinal de que ele ainda não desenvolveu tanto jeito para essa atividade, pelo menos por enquanto.

Apoio ao filho: celebrar esforços, não apenas resultados

Assim como eu não sou boa com cálculos, meu filho não precisa ser craque em tudo. É fácil nos desesperarmos e achar que existe um grande problema à nossa espera. Mas nem sempre é assim.

Precisamos entender que os filhos são seres humanos como nós, e que não saber fazer algo não os torna inferiores a ninguém. Diferenças existem, e cada um tem seus talentos e dificuldades.

Quando percebi isso, me senti muito mais leve. Claro, é normal desejar que nossos filhos se destaquem, mas é preciso ser realista e aceitar que isso raramente acontece. Nossa missão como pais não se resume a conquistas.

Maternidade real: ensinando lições de vida

Quero muito que meu filho seja o artilheiro do campeonato. Mas mesmo que ele não faça nenhum gol, ficarei feliz em saber que ele deu o seu melhor pelo time.

Conversei com ele e expliquei minha decisão: continuaria apoiando e estimulando, mas sem exigir demais. Meu objetivo é que ele saiba que a persistência é importante, mas que aceitar suas limitações também é fundamental.

Ele pode melhorar e se tornar um ótimo jogador, mas se isso não acontecer, nada muda o valor dele ou o amor que sentimos. A vida é cheia de altos e baixos, e como mãe, meu dever é ensinar duas lições cruciais:

  1. A persistência exige esforço e paciência.
  2. Aceitar que não somos bons em tudo não nos torna inferiores.

O que realmente importa é que a mamãe estará sempre torcendo por ele.

PS: Este texto foi publicado com a permissão do meu jogador favorito!

Imagem de capa: Canva

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Foto de Luzia Souza
Luzia Souza
Luzia Souza é uma escritora baiana, e é coautora em mais de setenta antologias. Ama ler, ver séries e como desenhista autodidata tem ilustrações publicadas nas revistas digitais Mar de Lá e Arte do Multiverso. Tem três filhos que ama profundamente! Recentemente publicou seu primeiro livro solo! Costuma sonhar acordada, e ainda está aprendendo a lidar com as próprias falhas enquanto vai construindo o seu próprio caminho de tijolos amarelos.

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